Ouro Negro 360 é uma estratégia concebida para ter um impacto positivo mensurável na promoção dos direitos e bem-estar de crianças e adolescentes moçambicanos, assim como das suas famílias e comunidades, alcançadas através dos diferentes meios de comunicação: rádio, social media e palcos comunitários. 

Uma variedade de instrumentos e metodologias permite registar e monitorar regularmente o impacto dos programas de Ouro Negro na vida dos moçambicanos. Entre estes, destacam-se:

  • Os inquéritos via sms aos adolescentes e jovens utilizadores da plataforma SMS BIZ (Outubro 2017, Fevereiro 2017, Novembro 2018 http://smsbiz.co.mz/v2/opinion/3083/ Agosto 2019 http://smsbiz.co.mz/v2/opinion/3580/ );
  • Os dados da página Facebook de Ouro Negro;
  • O estudo de audiência diário e os inquéritos telefónicos semanais realizado pela Intercampus – Estudos de Mercado;
  • As entrevistas telefónicas em profundidade aos ouvintes da radio novela realizadas pela nossa equipa de Monitoria & Avaliação;
  • As entrevistas mensais aos ouvintes de Ouro Negro ao Vivo realizadas pelos produtores do programa em todo o país;
  • A análise dos programas Ouro Negro ao Vivo realizada pela nossa equipa de Monitoria & Avaliação.

As avaliações externas independentes: a primeira foi realizada pela Drexel University em 2016 e a segunda está prevista para 2020.

As formas de medir e documentar o impacto de Ouro Negro 360 estão em constante actualização, com o intuito de ter dados cada vez mais relevantes e de qualidade.

Os dados actualmente disponíveis permitem afirmar que:

  • A população que conhece e escuta as radionovelas Ouro Negro tem crescido regularmente (33% em 2017, 38% em 2018 e 42% em 2019, dados SMS BIZ);
  • Os homens tendem a escutar mais do que as mulheres e a Zambézia é a província onde a radionovela é mais popular, seguida por Tete e Nampula. Nestas províncias, metade dos respondentes escuta a radionovela;
  • Em 2019, a página Facebook de Ouro Negro é aquela que mais cresce a nível do país e ultrapassou os 90.000 fãs.
    •  A grande maioria (80%) dos ouvintes avalia positivamente a radionovela Os Intxunáveis (dados 2018).


      À questão “Qual é a tua opinião sobre a radionovela Os Intxunáveis? A. Muito Bom; b. Bom; c. Mais ou menos; d. Não gosto:

    •            52 % avaliou a radionovela com ‘muito bom’;

    •        28% com ‘bom’;

    •       15% com ‘mais ou menos’;

    •  5% com ‘não gosto’.


    “A pessoa se sente a fazer aquilo que relatam na novela. Quando o Jambo está a falar com a filha, parece uma história de vida, eu consigo espelhar aqui na sociedade… por isto eu gosto…” (Elsa, 16 anos, Mossuril).

    • Os ouvintes entenderam mensagens sobre álcool e drogas (21%), denuncia de abuso e assédio sexual (10%), prevenção do HIV/SIDA e DTS (9%), combate a cólera e higiene (7%), incentivar as crianças a ir para a escola (5%), entre outras (Intercampus, 2017).
    • 95% dos ouvintes entrevistados concorda com as mensagens transmitidas (Intercampus, 2017).
    • 2 em cada 3 ouvintes identificam-se com as personagens das histórias, sendo Nampula a província onde o nível de identificação é mais elevado: 72% (SMS BIZ, 2019).

    “Porque lá havia coisas importantes, nos faz ensinar coisas muito boas, quando eu escutava, gostava muito porque nos ajuda a melhorar.” (Iva, 25 anos, Namialo).

    “Como estando no norte, eu acho que gostei mesmo daquela menina que não queria casar com um senhor.” (Zarina, 18 anos, Nacala Porto).

    “Eu vivo no lar e aqui é um lugar onde ficam meninos e meninas e como eu sou um novo daqui a minha ideia era de conquistar uma pita para eu estar a brincar com ela no meu quarto.  Numa noite apanhei a mesma história na radionovela que um menino conquistava uma menina para junto no seu quarto foram apanhados e obrigados a sair para as suas casas porque a lei dali proibia menina entrar no quarto dum menino e dai eu cancelei a minha ideia que eu imaginava. Fiquei com medo de ser corrido no lar, desconseguir o estudo, deixar o estudo porque o meu desejo de estudar.” (Rapaz, Nacala Porto)

    • Metade dos entrevistados afirmam conversar com alguém sobre o programa, sobretudo com colegas da escola ou do serviço, amigos e vizinhos (Intercampus, 2017).

    Escuto em casa com a família…minha irmã, cunhado, irmãs, somos 10 pessoas… outros sentam para escutar e outros escutam a fazer alguma coisa… (comento com) vizinhos, colegas da escola, família… estamos a nos apontar, isto quem faz é você…” (Elsa, 16 anos, Namialo).

    • 3 em cada 4 ouvintes entrevistados afirmam ter mudado a sua forma de pensar e/ou de agir a partir de Ouro Negro (Intercampus, 2017).
    • Os ouvintes referem ter mudado de uma forma geral (29%), no relacionamento com os outros (24%), nos comportamentos ligados ao HIV (12%) e à saúde e desenvolvimento dos adolescentes (12%), entre outros.

    Eu antes não gostava (de preservativo), mas a a partir de Ouro Negro passei a usar. Eu sempre ouvia que é bom, mas desprezava. Mas pela radionovela, que evita gravidez e doenças, dai fui usar e já implementei.” (Elsa, 16 anos, Namialo).

    Quer saber mais sobre o impacto de Ouro Negro na audiência? Contacte: [email protected]